O que é Alt Commerce? Veja como preparar sua empresa para ele

Publicado 18/04/2022

O Alt Commerce, que vem do termo Alternative Commerce, ou comércio alternativo, é um conceito que faz muito sentido para o novo consumidor, precisamente os das Gerações Z e Alpha — que em 2030 representarão 50% da população mundial.

Esse público viu os primeiros smartphones quando eram crianças, ou seja, o celular foi e continuará sendo a primeira tela que usaram. Já as redes sociais foram e continuarão sendo o lugar para expressarem suas identidades.

As Gerações Z e Alpha têm hábitos muito diferentes das gerações anteriores, pois cresceram com a experiência gamificada, proporcionada pelo smartphone. Portanto, demandam vivências de altíssimo nível. Isso significa que essas gerações têm uma nova forma de olhar para o mundo. Para elas, é normal que a entrega seja rápida, bem como não ver barreiras entre o mundo online e o offline.

Em outras palavras, para atender às expectativas e necessidades dessas gerações, o varejo precisa se reinventar. Como? O conceito de Alt Commerce te explica isso!

O que é Alt Commerce?

O Alt Commerce é uma experiência social, gamificada e ao vivo. Seus canais não são tradicionais e misturam diferentes plataformas, como as sociais e o comércio físico e/ou eletrônico.

Seria este um conceito de omnicanalidade? Não, pois o Alt Commerce é algo ainda maior e mais complexo. No Alt Commerce, a compra está inserida no ambiente em que o consumidor vive — independentemente de qual seja. Isso significa fugir dos caminhos tradicionais.

As novas gerações compram em aplicativos como Pinterest e TikTok, bem como em comunidades virtuais. Elas buscam soluções de segunda mão e empréstimos, pois já não têm aquele mesmo conceito de propriedade das gerações anteriores.

Vem daí o aumento exponencial de serviços de aluguel. Alguns deles:

Aliás, a home do VaiVolta Magalu resume bem o espírito dessas gerações: “aproveite o espaço da sua casa para o que realmente importa”.

Do ponto de vista estratégico, experiências de Alt Commerce são vantajosas, pois permitem que os usuários conduzam suas jornadas, comprando ou alugando, ao mesmo tempo que elevam o faturamento do seu negócio.

Como implementar o Alt Commerce na sua empresa?

Kate Ancketill, CEO da GDR Creative Intelligence, responsável pelo nome Alt Commerce, diz que o primeiro passo é parar de pensar em online X offline, bem como em conflitos de canal ou atendimento omnicanal.

A executiva aponta que os novos consumidores demandam um tipo de experiência de consumo diferente, que desperta gatilhos mentais e vai além da compra para atender necessidades de consumo. Um exemplo disso é o unboxing de produtos como oportunidade de venda.

Em agosto de 2020 o Magazine Luiza comprou o Canaltech, empresa que produz conteúdo sobre tecnologia. Na época, o Canaltech tinha os seguintes números:

  • 24 milhões de visitantes únicos em seu site;
  • 2,5 milhões de inscritos no canal do YouTube;
  • 792 mil seguidores em suas redes sociais.  

Qual seria o interesse desse varejista em uma empresa que produz conteúdo sobre tecnologia? A experiência de Alt Commerce! Quando um dos analistas abre o produto e testa no YouTube, cria uma experiência para quem assiste. Isso estimula a compra do item, que pode ser adquirido justamente pelo Magazine Luiza.

Se você deseja seguir esses passos, veja quais são os três pilares do Alt Commerce para implementá-lo em seu negócio:

1. A loja física é o suporte para o omnifulfillment

Alt Commerce

Em Alt Commerce, a loja física é o alicerce para que o cliente complete sua experiência em qualquer lugar. Portanto, não é mais o ponto final da experiência de compra. Entenda ela como suporte para todas as modalidades de entrega de produtos e serviços, então via além da logística omnichannel.

Você pode oferecer serviços como Clique e Retire, utilizando as lojas físicas da sua rede como hubs de distribuição. No entanto, o consumidor atual espera encontrar no ponto de venda a mesma experiência vivida em seus canais digitais.

É nesse sentido que nosso exemplo anterior entra novamente com outro case. A Magazine Luiza tem apostado em pequenas lojas físicas nas cidades que não contam com público atraente para um grande sistema de vendas padrão. Nesses casos, a marca abre um ponto de coleta de compras virtuais que, além disso, faz vendas presenciais com a experiência do virtual. Assim, além de gerar empregos na região, ela consegue se fazer presente aos olhos do comércio e ofertar um serviço que, até então, nenhum concorrente tem.

Automatize a distribuição de produtos, integre soluções de pagamento, promova modelos híbridos de entrega e aumente a oferta de serviços.

2. Aposte em modelos não tradicionais de varejo

Além do ponto de venda e da loja online, promova modelos não tradicionais para vender: lives e redes sociais são exemplos.

Desenvolva formas de se comunicar com seus clientes em outras plataformas, de preferência em ambientes imersivos. Entenda que a nova moeda é o tempo do cliente. Portanto, quanto mais tempo sua marca passa com ele, maior é a chance de vender.

Mais uma vez vamos recorrer à Magazine Luiza, que hoje é a empresa varejista que mais aposta em Alt Commerce. Ela está presente nas lojas físicas, e-commerce, produção de conteúdo, serviço de aluguel, consórcio e redes sociais.

3. Acompanhe o metaverso

De repente o mundo acordou para a possibilidade de ambientes imersivos. O metaverso envolve plataformas de jogos e universos cripto, como itens virtuais.

A Meta, dona do Facebook, permitirá a venda de itens virtuais em sua plataforma de metaverso. Você poderá fazer e vender acessórios, bem como oferecer acesso pago a uma nova parte de um mundo virtual.

Esses universos paralelos podem ser acessados por meio de plataformas de realidade virtual e aumentada. Games como Minecraft, Fortnite e Roblox, bem como plataformas sociais como VRChat e Horizon Worlds, reúnem pessoas não apenas para jogar. Elas interagem e participam de eventos.

Nike, Carrefour, Dolce & Gabbana e McDonald’s também estão tentando se posicionar no Metaverso. Quando os avatares vão às lojas Carrefour no Roblox, a empresa não ganha dinheiro diretamente, mas leva sua marca a um público novo.

Qual passo devo dar?

Para você, varejista, basta entender que o Alt Commerce pode ser resumido à expansão de ideias em linha com as tendências mais recentes. Isso significa na quantidade de canais de venda, na atuação mais forte no digital, na presença em redes sociais e nas reformulações nos estoques, que não precisam estar centralizados em um único local.

Mantenha, portanto, o cliente no centro do seu planejamento. Conheça-o a fundo para entregar de acordo com as expectativas.

Não acredite que o jeito de vender hoje permanecerá intacto, pois a cada nova geração vem um conjunto de necessidades. Adiantar-se e se preparar para isso é o caminho para se manter firme e forte no futuro. Encontre o equilíbrio entre vender, melhorar o relacionamento com o seu cliente e, obviamente, fidelizá-lo.

Encare o Alt Commerce como a nova revolução que está chegando ao varejo mundial. Quanto antes você se antecipar e investir em meios alternativos de relacionamento com os clientes, mais terá potencial para gerar vendas e posicionar sua marca como importante para o novo consumidor.

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