Como fazer uma análise de site: do SEO ao UI e UX

Publicado 08/03/2021

São muitas as maneiras de avaliar a eficácia de uma página na internet. Uma boa análise de site é essencial para identificar os pontos fortes e fracos da página da sua empresa ou e-commerce, comparando-a com seus concorrentes. 

Checar os pontos de SEO (Otimização para Mecanismos de Busca), UI (Interface do Usuário) e UX (Experiência do Usuário) são formas de manter sua página em alta. Atender aos visitantes da melhor maneira possível oferecendo uma experiência positiva potencializar seus resultados.

No artigo de hoje, você vai conhecer a importância de uma boa análise de site, além de tudo o que deve ser avaliado nesse processo. Continue a leitura para conferir!

O que é uma análise de site?

Hoje, o Google é o principal canal de buscas no Brasil e também o melhor lugar para a divulgação de negócios na internet. Por isso, é natural que as empresas tenham o objetivo de estar entre os primeiros resultados das principais buscas do seu setor de atuação.

No entanto, muitos ainda não entendem o funcionamento do algoritmo utilizado pelo Google, que oferta os resultados com base em uma série de pontos e características do site, principalmente àquelas ligadas ao conteúdo publicado.

Com a aplicação correta das estratégias de SEO, UI e UX, os mecanismos de busca entendem que o conteúdo é relevante e a experiência do usuário ao acessar o site é positiva, priorizando seu site em uma boa posição nas buscas.

Para entender como essas estratégias estão sendo aplicadas, a análise de site é a melhor forma de procurar possíveis gargalos que possam estar afetando seu desempenho.

É importante realizar essa análise de site com frequência para atualizar-se de possíveis erros e mudanças nos algoritmos, identificando se a página está de acordo com os padrões atuais do Google.

Lembre-se: o site, muitas vezes, é o primeiro contato da sua empresa com o seu cliente. Por isso, deve atender não só às expectativas dos mecanismos de busca, mas também oferecer uma experiência incrível ao consumidor.

A importância de uma boa análise de site

A época em que os sites profissionais eram vistos somente como cartões de visita digital já está no passado. Atualmente, as páginas precisam se mostrar dinâmicas, oferecendo ao usuário tudo o que ele precisa saber através de um conteúdo excelente.

Sendo um dos primeiros contatos no âmbito online com as pessoas que buscam pela sua marca ou produto, seu website deve levar em consideração alguns aspectos quando o objetivo é causar uma boa impressão. Entre os principais, estão a disposição do layout e o tempo de carregamento da página.

Tendo em mente que, antes de agradar aos clientes, é preciso se ajustar às normas dos buscadores, é fundamental que técnicas de SEO, UI e UX estejam aplicadas, deixando o site satisfatório para ambos os objetivos. 

Isso mostra a relevância não só no desempenho, mas também dessa análise de sites completa. É por meio dela que se pode corrigir os erros, deixando o ambiente virtual de sua empresa cada vez mais atrativo.

O que avaliar na análise de site?

O infográfico traz dados apresentados ao longo do texto, porém de forma resumida (em tópicos). Ele trata das quatro categorias principais apresentadas no artigo: Interface do Usuário (UI), Programação, SEO e Experiência do Usuário (UX).

Para qualquer empresa ou marca, ter um site atrativo e funcional é algo fundamental nos dias de hoje. Isso porque, sua página de internet é um dos fatores que credenciam bons negócios, ajudando na captação de novos clientes.

Nessa análise, algumas arestas devem ser corrigidas, com o objetivo de melhorar o posicionamento e a experiência do cliente. Por isso, alguns pontos devem ser observados durante a análise do site. Confira a seguir, quais são eles:

SEO 

O SEO é um conjunto de ações e estratégias de marketing digital que têm como objetivo aumentar o tráfego e o desempenho de um site por meio dos resultados orgânicos nos mecanismos de pesquisa como o Google.

Otimizar o site para os motores de busca é um fator importante no marketing digital para a geração de tráfego orgânico. Isso significa dizer que, ao invés de pagar para que as pessoas acessem seu site através de anúncios, elas o encontrarão mais facilmente através das pesquisas. Por isso, dizemos que a visita foi orgânica, já que ela aconteceu naturalmente.

As técnicas de SEO se estendem para algumas partes do seu site como a programação, os textos e o conteúdo multimídia, como vídeos e imagens. Estes três fatores são os que mais importam no SEO. Mas antes de entender quais são estas técnicas, é preciso entender um pouco sobre o funcionamento dos motores de busca.

Separamos em 3 grandes grupos, por ordem de importância, fatores que influenciam no ranqueamento do seu site perante o Google. Certifique-se que, ao iniciar o desenvolvimento do seu site, seu programador se preocupe com:

Problemas de Alto Impacto

  • Meta descriptions repetidas
  • Conteúdo repetido
  • Tags de título repetidas
  • Páginas que não podem ser rastreadas pelos bots do Google
  • Páginas com erro 4xx
  • Páginas com ou sem www
  • Redirects de http para https
  • Páginas incorretas no seu arquivo sitemap.xml
  • Caracteres estranhos na URL (acentos, cedilhas, etc.)
  • Links externos quebrados
  • Imagens internas quebradas
  • Imagens externas quebradas
  • Páginas sem tag de título
  • Arquivo robots.txt com problemas (ou inexistente)
  • Arquivo sitemap.xml com problemas (ou inexistente)
  • Links externos quebrados
  • Código de status 5xx
  • Tag de viewport ausente
  • Código HTML muito grande
  • Página AMP sem tag canônica
  • Problemas de implementação no atributo hreflang em sites multi linguagem
  • Conflitos do atributo hreflang em sites multi linguagem
  • Problemas em links hreflang
  • Páginas não-seguras
  • Certificados expirados
  • Problemas com protocolos de segurança antigos
  • Certificados com nome incorreto
  • Conteúdo misturado
  • Problemas de resolução DNS
  • Redirects em referência circular ou em cadeia

Problemas de Médio Impacto

Análise de Site: SEO
  • Imagens sem atributo alt
  • Links em HTTPS que levam para sites em HTTP
  • Páginas com baixa proporção de texto/código HTML
  • Páginas sem texto suficiente dentro da tag de título
  • Páginas com redirecionamento temporário
  • Páginas sem título H1
  • Páginas com pouca quantidade de palavras
  • Tempo de carregamento alto
  • Sitemap.xml não encontrado
  • URLs em HTTP num sitemap HTTPS ou vice-versa
  • Múltiplos títulos H1 em uma página
  • Parâmetros em excesso nas URLs
  • Páginas sem meta description
  • Não informar a codificação de caracteres
  • Não informar o tipo de documento
  • Links em excesso
  • Conteúdo em Flash
  • Páginas contendo quadros
  • URL contém underlines
  • Páginas com atributo “nofollow”
  • Tags H1 e tag de título iguais
  • Texto demais dentro da tag de título 
  • O sitemap.xml não está especificado no robots.txt 
  • Página inicial não utiliza criptografia HTTPS
  • Subdomínios não suportam SNI
  • Páginas sem atributos hreflang e lang

Problemas de Baixo Impacto

  • Links externos com atributo “nofollow”
  • Subdomínios que não suportam HSTS
  • URLs grandes demais
  • Robots.txt não encontrado
  • Páginas com atributo hreflang não correspondendo à linguagem correta

São diversos pontos a avaliar, por isso, é sempre bom contar com uma empresa especializada no assunto para realizar esta análise para você.

Análise de site: UI

A UI (user interface ou interface do usuário) pode ser definida pelo que o usuário pode ver no site. Ela abrange elementos gráficos como botões, títulos, posicionamento dos menus na página, apresentação de ações possíveis, e toda a parte visível para seu usuário.

Além disso, a UI representa diversas linhas da programação, como HTML, CSS e Javascript — exemplos de linguagens de programação usadas em sites — para que qualquer usuário da página possa acessá-la sem problemas. 

Principais elementos de UI

Sabendo melhor o que é a UI, é hora de conhecer os elementos que fazem parte dela, ou seja, aqueles itens que ajudam o usuário no momento de realizar as ações necessárias no site. Dessa forma, é mais fácil saber o que deve ser observado durante a análise de site:

Botões, componentes e formas

Para que o funcionamento de qualquer interface possa acontecer, é indispensável o uso de alguns componentes responsáveis por permitir a interação do usuário. Alguns exemplos dos botões mais conhecidos em um site e que mais recebem interação são:

  • Botão de checkbox: responsável pela seleção ou desmarque de mais de uma opção;
  • Botão de ação: conhecidos por call to action (ou chamada para ação), itens que convidam o usuário a continuar agindo, seja comprando no e-commerce, entrando em contato com o site, ou mais.
Tipografia e texto

A tipografia e o texto referenciam os elementos tipográficos e textuais que estão na interface digital. Ao mencionarmos os textos aqui, estamos falando sobre a produção de conteúdo voltada para o foco comercial, também conhecida como copywriting. Estes elementos são capazes de criar textos e diálogos baseados em uma experiência de interface positiva.

Cores

Até mesmo a escolha das cores certas é capaz de influenciar no sucesso da jornada do cliente dentro da interface do site. Afinal, interfaces com combinações ruins de tonalidade e cores podem espantar o cliente ao invés de atraí-lo. Por isso, na análise de site, é preciso estar atento também a esse detalhe da UI.

Análise de UX

Análise de Site: UI

Já a UX (user experience ou experiência do usuário) é algo que se refere a como, quando, como, onde, quem e porque alguém utiliza algo, desde um aplicativo para celular até a um caixa eletrônico de banco.

A UX também se refere ao sentimento do cliente ao utilizar um produto ou serviço. Por isso, ao observar a UX na análise do site, podemos notar que a experiência do usuário é qualquer coisa que envolva uma pessoa por meio de uma interação e experiência.

De certa forma, a UX é uma área multidisciplinar que envolve conhecimentos das mais diversas áreas, desde a psicologia até as engenharias. Pelo fato de englobar inúmeros tópicos, jargões e rótulos que evoluem rapidamente, pode parecer confuso e um pouco complicado para aqueles que estão no início.

No entanto, a definição da UX é apenas uma maneira de avaliar a experiência do usuário, sempre pensando em formas de aprimorá-la para causar uma impressão positiva em quem se relaciona com a sua marca.

Porque melhorar a experiência do usuário

O objetivo principal de melhorar a UX na análise de site é claro: aumentar o faturamento da empresa, fazendo com que mais clientes conheçam o produto e serviço, e tenham uma boa opinião sobre ele. Consequentemente, isso se torna uma forma de divulgar a marca via divulgação orgânica, potencializando ganhos em escala.

Atualmente, boa parte das empresas que estão crescendo têm direcionado grandes fatias de sua verba a times que trabalham diretamente na melhoria da experiência dos usuários em seus serviços e produtos. Tais empresas enxergam de forma clara o impacto que uma experiência positiva com estes serviços ou produtos em seu faturamento no médio e longo prazo.

O que considerar em uma análise de UX?

Depois de realizar a análise do site e chegar até a avaliação da UX, a empresa deve se atentar ao que deve ser observado. O fluxo de usuários deve ser visto de forma detalhada e, simultaneamente, de forma integral. A chave para que isso seja feito é questionar tudo. Confira os pontos que devem ser considerados na UX:

Refletir sobre as expectativas do usuário

É preciso considerar o que o usuário espera e sua percepção dentro do site. Cada etapa da tela está comunicando aquilo que deveria? Essa experiência está sendo útil ao cliente? 

O que está sendo solicitado para que o usuário atinja seu objetivo é óbvio?

Muitas vezes, o que um especialista pode achar evidente não está claro para o usuário, sendo apenas confuso ou passando despercebido.

Avaliar as heurísticas de usabilidade

A avaliação heurística é uma lista de regras práticas de design que se baseia em convenções, padrões e práticas recomendadas para melhorar a usabilidade do produto ou serviço em geral.

Esses princípios são usados muitas vezes para evitar erros, com o objetivo de garantir que as principais heurísticas de usabilidade, entre as existentes, estejam presentes nesses processos.

Entre as mais conhecidas, está a avaliação heurística de Nielsen e Molich, que pregam as seguintes definições:

  1. Visibilidade clara: A experiência deve sempre manter os usuários informados sobre o que está acontecendo, e um feedback constante de tempos em tempos é considerado apropriado.
  2. Vida real: A experiência deve falar a linguagem do usuário. Utiliza palavras, frases e conceitos familiares ao usuário ao invés de jargões do segmento. Siga convenções do dia a dia, fazendo com que a informação apareça naturalmente e de forma lógica.
  3. Controle e liberdade: os usuários cometem erros com frequência. Eles precisam da indicação clara de uma “saída de emergência” para desfazer seus erros sem precisar passar por um processo complicado.
  4. Consistência: os usuários não devem se perguntar se palavras, situações ou ações significam a mesma coisa. Siga as convenções utilizadas no seu segmento.
  5. Prevenção de erros: boas mensagens de erro são importantes, mas as melhores experiências previnem problemas antes que eles ocorram. Elimine experiências que induzam ao erro ou pergunte ao usuário confirmações antes deles executarem uma ação importante.
  6. Reconhecimento ao invés de lembrança: minimize a necessidade de um usuário precisar se lembrar de algo deixando elementos, ações e opções visíveis. O usuário não deve precisar se lembrar de uma informação apresentada em uma parte da interface para interagir com a outra. A informação requerida para aproveitar a experiência deve estar sempre visível ou de fácil alcance quando necessitada.
  7. Flexibilidade: Atalhos — escondidos de usuários novatos — podem acelerar a interação para um usuário mais acostumado com sua interface. Permita que seus usuários personalizem suas ações com frequência.
  8. Estética e design minimalista: sua experiência não deve prover informações irrelevantes ou que não são utilizadas com frequências. Toda informação extra compete com as informações realmente importantes, diminuindo sua visibilidade.
  9. Reconhecimento dos erros: mensagens de erro devem ser expressadas em linguagem clara (sem códigos HTML ou similares), indicando precisamente o problema e sugerindo construtivamente uma solução imediata.
  10. Ajuda e informação complementar: é melhor se a experiência do seu usuário não necessitar de nenhuma explicação adicional. Entretanto, pode ser necessário providenciar informações complementares para ajudar os seus usuários a entender como finalizar suas tarefas.
Analisar o número de etapas nos fluxos de usuários

A análise dos números de etapas nos fluxos de usuários é uma forma de contagem do que foi usado na interação necessária para atingir cada objetivo. É preciso considerar como o número de passos realizados e a complexidade de cada uma das tarefas afeta os usuários, sendo tudo questionado para que se possa avaliar se cada passo deve ser realmente realizado pelo usuário para que ele chegue ao seu objetivo.

Avaliar a estrutura do site ou aplicativo

Na análise de site feita na UX, é necessário considerar onde cada recurso pode aparecer no site ou aplicativo, e se a alteração entre esse recurso e outro é fácil. Observar como os objetos de dados, itens em um carrinho, preferências de um sistema e notificações são usados e manipulados em várias áreas do produto deve fazer parte do processo.

Outros fatores que devem ser observados é o tempo que o usuário gasta entre uma seção de aplicativo e outra, se notificações importantes são perdidas e se o usuário está perdendo itens do carrinho ao pressionar botões como “voltar”, abandonando os itens no carrinho.

O desenvolvimento de um mapa de jornada do cliente pode ajudar a alinhar as descobertas da análise de dados, assim como diferentes pontos de contato em um produto ou serviço.

Para auxiliar nesse processo, normalmente utilizamos ferramentas de mapa de calor como o HotJar, Mouseflow ou o Smartlook, que gravam as sessões dos usuários indicando os principais pontos de interação.

Mensurar o sucesso

A análise de UX deve revelar as áreas problemáticas que podem ser avaliadas e repensadas para influenciar futuramente atualizações de design. O sucesso dessas alterações pode ser mensurado por meio de alterações em avaliações dos usuários, com execução de outra análise UX consecutiva.

Simplificar o design
Análise de Site: UX

Outra forma de avaliar o sucesso é considerando se outros elementos foram removidos mais do que adicionados, como telas e textos. A interface simples é certamente mais clara e fácil de ser utilizada e compreendida pelo usuário.

Ajustar o rastreamento de dados

Por fim, o objetivo final da avaliação de UX na análise de site é descobrir algumas oportunidades que podem fazer melhorias mensuráveis no produto ou serviço. À medida que acontece a atualização do design, é importante que os eventos de interação do usuário sejam reconsiderados, visto que estão sendo rastreados na ferramenta de análise de dados da equipe por meio de cliques e conversões.

Se for apropriado, podem ser acrescentados novos eventos para medir adequadamente as diferenças de conversão e retenção geral do usuário, sempre quando as mudanças estiverem ativas no site.

Você pôde entender no post de hoje que a análise de site é algo fundamental para identificar os detalhes fortes e fracos da página profissional, comparando-a com seus concorrentes.

Por motivos como estes, não deixe de conferir os itens listados acima em seu site e, caso seja preciso, busque ajuda profissional para realizar as devidas alterações e potencializar seus resultados! Quer saber mais como esse trabalho funciona? Entre em contato via WhatsApp e faça um orçamento de análise de site com nós da Arcana, especialistas no assunto!

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