Já ouviu falar de link building? Saiba como aplicar na sua empresa

Publicado 24/08/2021

Uma empresa decide criar um blog para agregar valor ao seu produto. Dessa forma, decide escrever sobre diversos assuntos, mantendo uma boa qualidade e frequência de postagens. Porém, mesmo se dedicando, ela não consegue se destacar entre os milhares de concorrentes na palavra-chave. 

Soa familiar? Provavelmente, uma das diferenças entre os seus concorrentes é a falta de uso de uma tática muito importante no marketing digital: o link building.

Ele é uma das ferramentas fundamentais na hora de escrever blogposts, matérias, artigos ou quaisquer textos dentro do seu site, portal ou domínio. Apesar de falada praticamente desde o lançamento do buscador da Google, seu uso é pouco difundido e sua funcionalidade ainda é pouco compreendida no mercado.

Quer entender mais sobre o assunto? Então vem conosco que te contaremos!

O que é link building?

Sabe quando você está fazendo um trabalho de pesquisa, como artigos de faculdade, e, antes de compreender o argumento do leitor, vai em busca de suas referências? Isso é o mesmo sistema de link building! 

Nele, você dirá ao Google quais suas referências, de onde tirou informações e, principalmente, no trabalho de quem você confia. 

Ele funciona como conexão entre sites e portais, onde diferentes materiais direcionam ao seu conteúdo, levando aquele leitor a acessar este link para saber mais, se informar ou apenas conhecê-lo.

Dessa forma, o algoritmo analisará você e seu conteúdo, rastreando sua trilha digital para compreender sobre quem se trata, quais seus fundamentos, se é uma fonte confiável, qual sua qualificação nos materiais entregues e afins.

Com isso, um sistema de autoridade se cria, elevando a sua visibilidade e mostrando tanto ao leitor quanto ao buscador, se você é confiável para ser destacado.

Tudo parece muito simples, porém, como se trata de uma ferramenta dentro do SEO, há algumas regras de funcionamento.

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Link building interno ou externo?

Ok, se é importante que sites referenciem meu material, posso eu mesmo linkar meu site? Sim, pode. Mas há alguns pontos neste meio.

Primeiramente, é preciso explicar a diferença entre link building interno e externo. O link interno se trata de você mesmo se referenciar, aquela conexão de um blogpost para outro, ou uma página de “sobre nós” para a de “vagas”.

Já os links externos são aqueles onde não levam para o seu domínio. Pode ser desde o seu blog post linkando para o canal no YouTube da sua empresa, até uma menção entre portais, uma matéria que saiu sobre você ou algo do tipo. Ele está relacionado a conteúdos externos, os quais, geralmente, não foi você quem fez.

Sobre a relevância destas conexões, é importante entender que há uma força diferente entre o link building interno e externo. Vamos retornar ao exemplo do pesquisador: se você percebe que as fontes do estudo lido são todas da própria pessoa, o que você vai pensar? Que ela se baseia apenas e somente nos próprios conhecimentos, sem buscar uma segunda opinião, uma visão diferente, não concorda?

Assim também funciona com os links. O Google, claro, leva em consideração suas conexões internas, levando uma página à outra, porém há um peso maior para as indicações externas.

Desta forma, vale a pena investir em ligações com portais diferentes do seu. Porém, isso não quer dizer que deve abandonar os links internos, bem pelo contrário. Se você tem um conteúdo-chave, sobre seu serviço principal, é importante que conteúdos mais específicos levem a ele. 

É como se nós, aqui na Arcana, fizéssemos materiais mais específicos — como este de link building e o de rich snippets — e, no meio do texto, levássemos a um conteúdo mais amplo e principal para nossa empresa, como algo sobre serviços prestados para SEO.

Como funcionava o sistema de linkagem?

Antigamente, quando a Google começou a indexar conteúdos lá no início de sua existência, os materiais eram organizados por ordem alfabética. Ou seja, quando você buscava por um tópico específico, a SERP organizava os links de A até Z.

Alguns anos depois, esse esquema foi alterado, dando origem às primeiras regras de rankeamento. Eram os primórdios da organização de SEO como conhecemos hoje em dia. Aqui, dois tópicos eram considerados na hora de elevar ou reduzir a colocação de um conteúdo:

  • O número de páginas externas que a citavam;
  • E o uso de palavras-chave exatas.

Sabendo disso, diversos criadores começaram a abusar dos recursos, rankeando de qualquer jeito um material. Assim, começaram os esquemas de compra de links, onde seu conteúdo poderia ser citado por qualquer tipo de site, desde um grande veículo até sites criadores de spam (os mais comuns). 

Também havia parcerias sem fundamentos, apenas por quantidade. É o caso das palavras-chave exatas. Por exemplo, se sua loja vende violões, você buscava qualquer conteúdo que falasse de violão, desde uma notícia falando sobre os benefícios de tocar um instrumento até sorteios ou outros temas nada a ver com o seu cliente.

Com isso, um tráfego aleatório e desqualificado se criava, gerando uma baixa taxa de retenção e uma alta recusa do material.

Percebendo tudo isso, os sistemas da Google decidiram mudar, alterando seus critérios para algo mais próximo do que conhecemos hoje. Além disso, estes dois problemas (taxa de retenção baixa e taxa de rejeição alta) foram inseridos como critérios negativos, impactando negativamente os resultados de busca.

link building

Hoje em dia

Hoje, a análise é mais complexa. Onde antes os resultados eram mais quantitativos, agora, há um comprometimento pela qualidade nos resultados oferecidos pela Google. Ou seja, diversos critérios de valor são vistos antes de melhorar ou reduzir um site. Alguns dos critérios analisados pelos algoritmos são:

Diversidade e quantidade

Basicamente, quanto mais pessoas falam de você, melhor. Se tratando de referências de qualidade, orgânicas (que não foram compradas) e vindo de sites com boa autoridade de domínio, conseguir o maior número possível de links externos é excelente.

E, se tratando de quantidade, é preciso pensar na diversidade. Vale a pena investir em conexões dos mais variados tipos. Blogs, revistas digitais, portais de notícia, redes sociais e afins. Tudo é válido na hora de buscar link building, desde que dentro das regras da Google.

Contexto

Lembra quando falamos sobre uma loja de violões ser referenciada em sorteios? Ou, por exemplo, um serviço de encanamentos acabar direcionando para uma loja de semijoias? O contexto, aqui, é praticamente inexistente.

Pensar na qualidade dessa conexão passa também por o que é falado no material. Vale a pena, por exemplo, pensar em empresas que prestem serviços semelhantes a você, ou que tenham a ver com algo que você já produziu. 

Por exemplo, se uma empresa de consultoria de contabilidade falar sobre divulgação do negócio, é vantajoso entrar em contato com agências de marketing para fazer esta referência. Ou vice-versa!

Confiabilidade

É claro que este critério pesa na hora de avaliar um link building. Não é nem um pouco válido você buscar conexões com domínios duvidosos, sites que produzem material negativo ou serviços que a Google não permite.

Com isso, não só você estará jogando fora sua estratégia de SEO como será penalizado por ter ligação à spams, phishing ou algo do tipo.

Porém, ao apostar em referências positivas, você receberá um excelente link juice. Ele é a parcela de pontos de SEO que um domínio ganha ao receber boas conexões com sites dado como positivo. 

Principais tipos de link building

Há diversas maneiras de receber o link building. Separamos as principais para te apresentar, com as suas vantagens e características:

Texto-âncora

É a referência mais comum. Aqui, os links são inseridos ao longo do texto, como você já viu algumas vezes neste artigo. São aquelas palavras “clicáveis”, geralmente destacadas em outra cor, que te levam a uma página diferente. 

A estratégia de que sua palavra-chave seja um texto-âncora em outro domínio, recebendo o backlink, é valiosa dentro do SEO. Isso porque os algoritmos entenderão que você é um entendedor daquele assunto, uma referência para compreender sobre o tema.

Um estudo da Neil Patel Brasil (2020) analisou diferentes tipos de link building, e compreendeu que o texto-âncora é o melhor e principal meio de conquistar a autoridade. Por isso, vale a pena fazer uma busca por quem referencia sua marca apenas pelo nome, solicitando que troque para algo referente a sua palavra-chave. Assim, você conquistará relevância no tema!

Barra lateral

São aquelas conexões nas laterais dos portais, como um “veja mais” ou algo do tipo. Ela também é uma estratégia valiosa na hora de buscar referências, perdendo apenas para o texto-âncora. Sua visibilidade e compreensão de autoridade é alta, pois é vista como uma posição de destaque.

Segundo o mesmo estudo de Neil Patel, seu conteúdo tem até 4x mais chances de alcançar melhores posições na SERP com boas conexões pela barra lateral.

Topo

Ganhar o destaque em um topo de página é relevante e positivo para o link building. Apesar de não ser tão visado quanto o texto-âncora, ele auxilia os algoritmos a compreender sua autoridade por conta da posição no conteúdo.

Por isso, apostar em boas colocações é válido, seja ela no topo de um site ou nos primeiros parágrafos de um texto.

NoFollow

Utilizado quando os sites precisam referenciar algo, porém não querem “se sujar” com a sua reputação. Costuma ser usado para conectar com questões jurídicas e políticas, como artigos da Constituição Federal, ou informações do governo em si. 

Neste caso, os sites referenciados por meio de NoFollow não recebem nenhum tipo de link juice, porém não é penalizado. Ou seja, é neutro.

Como conquistar um bom link building?

Agora que você já é quase um especialista em link building, podemos começar a colocar em prática tudo o que leu, partindo para o desafio de conquistar boas conexões e, assim, aumentar sua autoridade.

1. Saiba sua pontuação e a de seus pretendentes

Antes de sair solicitando conexões, é importante saber quantos pontos seu domínio tem. Assim, você conseguirá buscar bons parceiros de acordo com a sua colocação. Isso porque, é importante ter ligações com autoridades, sites que tenham pontos maiores que você, para que “te puxem” para cima.

Algumas extensões ou sistemas que oferecem este trabalho:

Preze pela qualidade

Após conseguir ver quais as suas possibilidades, avalie qualitativamente estes criadores de conteúdo. Se faça algumas perguntas na hora de decidir entrar em contato, como:

  • São domínios confiáveis?
  • Eles são relevantes para o seu conteúdo?
  • Você pode ser prejudicado ao se conectar?
  • Quais os benefícios obterei com essa conexão?

Estas análises, e diversas outras, podem fazer com que você não caia “em furadas”, optando pelos melhores portais.

Faça guest posting e co-marketing

link building

Estão são duas estratégias muito válidas na hora de apostar em link building. O guest posting é a troca de conteúdos entre você e outro blog. Ou seja, você abre seu espaço para que um parceiro escreva sobre algo relevante para vocês dois e, em troca, ele oferece o mesmo para você. Assim, os consumidores de um conteúdo conhecerão o outro, e vice-versa.

Já o co-marketing é a produção de algo em conjunto, seja um material rico ou blog post, por exemplo. É o que alguns criadores de conteúdo chamam de colab, a união de dois ou mais criadores por algo único, publicado em ambos os canais.

Encontre menções sem link

Alguns portais podem ter citado você sem o link em si, apenas pelo nome. Neste caso, seu domínio ganha os pontos, porém menos. Vale a pena entrar em contato com os criadores de conteúdo, solicitando que estes insiram seu link ou, como dito antes, troque o termo pela palavra-chave de um de seus conteúdos.

Aposte em um apoio profissional

Nestes casos, é importante ter amparo de uma equipe qualificada, para que conquiste os resultados esperados sem grandes esforços. Desta forma, você minimiza a chance de erros e falhas, direcionando contatos e a sua reputação para algo vantajoso de verdade.

Por isso, tenha consigo uma assessoria de imprensa, que posicione seu nome para o mercado de maneira positiva e valorosa. 

Também, para boas gestões de SEO, mídia e redes sociais, vale buscar uma agência de comunicação e marketing para produzir materiais qualificados e conquistar as melhores posições no Google.

A Arcana está à disposição para te auxiliar a trazer sua marca cada vez mais para o topo, qualificando seu material para ganhar destaque e autoridade onde quer que seja. Entre em contato para saber mais!

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