Retargeting e remarketing: o que é e qual a diferença na prática?

Publicado 16/05/2022

Um dos maiores desafios dos profissionais de marketing é transformar visitantes do site em clientes. Afinal, não adianta atrair um grande volume de tráfego, se isso não se converte em oportunidades de negócio. É para isso, então, que retargeting e remarketing entram em ação.

Essas estratégias têm o objetivo de capturar novamente o interesse das pessoas que já interagiram com o seu negócio de alguma maneira, mas não finalizaram a conversão que você desejava. Nesses casos, você sabe que a pessoa já tem algum interesse na sua marca — se não, ela não chegaria até aquela página ou aquela interação.

Então, retargeting e remarketing impactam o usuário novamente com uma mensagem para que volte e finalize a conversão. Porém, fazem isso de formas diferentes, embora sejam conceitos muito próximos. E você pode usar essas diferenças de forma complementar nas suas estratégias de marketing digital, a fim de gerar mais conversões.

Neste artigo, vamos explicar as diferenças entre retargeting e remarketing e como aliar essas estratégias para ter mais resultados na sua empresa. Acompanhe agora e saiba tudo:

O que é retargeting e remarketing?

Retargeting e remarketing são estratégias que têm o objetivo de recuperar o interesse de pessoas que já tiveram alguma interação com a marca.

Muitas vezes, são visitantes do site que podem ter deixado o carrinho abandonado ou acessado o formulário de orçamento sem concluir o envio. Mas pode englobar também ações fora do site, como interações pelas redes sociais ou visitas à loja física.

Por meio de ferramentas de monitoramento, é possível identificar quais usuários realizaram essas interações. Com base nesses dados, ferramentas de publicidade online ou de e-mail marketing impactam esses usuários com anúncios e mensagens que procuram trazê-los novamente para o site ou e-commerce.

Retargeting e remarketing são estratégias com alto potencial da conversão. Afinal, você está impactando pessoas que já conhecem a sua marca e já demonstraram algum interesse nela. Ou seja, esses consumidores já estão alguns passos adiante no funil de vendas. Você só precisa recolocá-los na sua jornada de compra.

Porém, retargeting e remarketing fazem isso de formas diferentes, apesar de os termos serem usados como sinônimos. Tudo bem se você usá-los sem distinção, mas é importante conhecer as possibilidades e diferenças para aproveitar todo o potencial de cada uma.

Vamos entender agora o que é retargeting e o que é remarketing, bem como as diferenças entre os conceitos.

O que é retargeting?

Retargeting é um conceito mais usado para se referir à estratégia de anúncios pagos para impactar usuários que já tiveram alguma interação com a marca.

O termo retargeting se refere ao redirecionamento do alvo (“target”) do marketing. Funciona assim: quando o usuário acessa o site, um cookie fica guardado no seu navegador. A partir daí, você pode direcionar a publicidade para outros sites que o usuário visitar pela internet.

As campanhas de retargeting utilizam uma segmentação de público baseada nessas atividades dos usuários no site, como acessar uma página de produto ou deixar um item no carrinho sem finalizar a compra.

A configuração desse tipo de campanha pode ser feita nas principais plataformas de publicidade online, como Google Ads e Facebook Ads. São essas ferramentas que instalam o cookie no navegador dos usuários e identificam as suas ações de navegação pela internet.

A rede de display do Google, por exemplo, conta com inúmeros sites parceiros. Então, você pode configurar anúncios de retargeting que alcançam os consumidores enquanto navegam pelos mais variados sites, blogs e portais de notícias da web.

Algumas plataformas, como o Facebook Ads, permitem também criar campanhas de anúncios para usuários que interagem fora do site. Digamos, por exemplo, que você queira impactar usuários que confirmaram presença em um evento do Facebook — é possível fazer isso pelo Facebook Ads.

Se você quiser impactar pessoas que visitaram a sua loja física, também é possível fazer isso. Mas você precisa ter uma lista de e-mails desses consumidores, para que a plataforma consiga direcionar os anúncios para eles.

Gestão de Anúncios

O que é remarketing?

O conceito de remarketing se refere mais às estratégias de uso do e-mail marketing para recuperar o interesse de usuários que já tiveram alguma interação com a marca. Alguns exemplos de campanhas de remarketing são:

  • E-mails de abandono de carrinho de compra: reengajam usuários que deixaram itens na sacola sem finalizar a compra;
  • E-mails de upselling e cross-selling: reengajam clientes que acabaram de fazer uma compra e podem voltar para comprar mais;
  • E-mails de marketing de ciclo de vida: reengajam usuários ao longo da relação com a marca (veja alguns exemplos na imagem a seguir).
O que é remarketing?

Ferramentas de e-mail marketing, como MailChimp e ActiveCampaign, geralmente oferecem recursos de remarketing. Você deve configurar envios automáticos de e-mails a partir de gatilhos, que são determinadas ações que os usuários realizam.

Alguns exemplos de gatilhos são visitar uma página da web, encaminhar um e-mail, clicar em um link do e-mail, submeter um formulário, entre outros. Então, quando o usuário realizar a ação que você determinar na campanha, ele vai receber um e-mail de remarketing automatizado.

Quais as diferenças entre retargeting e remarketing?

A principal diferença entre retargeting e remarketing está no canal de mídia usado para impactar os usuários que já interagiram com a sua marca. Enquanto o retargeting utiliza anúncios pagos (mídia display e social ads), o remarketing trabalha com e-mail marketing.

Mais do que uma diferença de canal, isso representa uma diferença de contexto. Quando o usuário recebe anúncios de retargeting, ele está navegando pela web em busca de outras informações em sites.

Então, a publicidade pode ser intrusiva e não receber a atenção e o clique que o anunciante deseja. Apesar disso, esses anúncios ativam a lembrança da marca sempre que aparecem.

Já os e-mails de remarketing caem diretamente na caixa de entrada dos usuários. Isso não significa que eles vão abrir e clicar na mensagem, mas as chances são maiores de gerar as conversões que a marca deseja.

Por outro lado, essa abordagem pode não ser eficiente nos estágios iniciais da jornada, quando os consumidores ainda não estão prontos para converter. Nesse caso, a marca pode ser apenas ignorada ou até causar uma má experiência.

Porém, saiba que muitos profissionais usam esses conceitos como sinônimos. Em alguns casos, há confusões entre os termos, como o Google Ads, que utiliza o termo “remarketing” para falar de campanhas que, no sentido que explicamos, seriam de “retargeting”. Já o MailChimp faz o contrário: campanhas que seriam de “remarketing” são chamadas de “retargeting”…

Apesar das confusões, o que importa mesmo é saber utilizar as técnicas para reconquistar o interesse desses consumidores e reconduzi-los para o funil de vendas, até que se tornem clientes.

Remarketing e Retargeting

Qual a importância das estratégias de retargeting e remarketing?

Aumentar a taxa de conversão de um site ou e-commerce significa ter mais resultados de negócio com o mesmo tráfego. Você não precisa investir mais para atrair mais visitantes — você otimiza as conversões com o mesmo volume de tráfego que já acessa o seu site.

Portanto, as estratégias de retargeting e remarketing são importantes para aproveitar melhor o tráfego do site e os usuários em geral que já demonstraram interesse na sua marca. Utilizar essa abordagem tem grandes chances de sucesso, já que essas pessoas estão mais avançadas no funil de vendas.

Quando acessam o seu site pela primeira ou recém conhecem a sua marca, os consumidores não estão maduros para comprar. Por mais que você tenha a melhor página de produto ou os melhores preços, muitas pessoas ainda não vão estar confiantes. Muitas vezes, elas sequer percebem que precisam comprar algo, porque estão muito no início da jornada.

De acordo com um estudo da Episerver, nove em cada dez pessoas que visitam um site pela primeira vez não estão querendo fazer uma compra. Elas buscam outras informações, como dados sobre a empresa ou pesquisas de preços. Por isso, é importante fazer esse consumidor voltar ao seu site mais vezes, à medida que amadurece sua decisão de compra.

Retargeting e remarketing são essenciais para isso. Por meio de ferramentas de publicidade e monitoramento, você pode identificar quais usuários já tiverem interesse na sua empresa e, portanto, já estão mais maduros para comprar.

Eles já conhecem a sua empresa, já visitaram o site e já acessaram algum conteúdo ou página de produto. Muitas vezes, até já escolheram o produto que querem comprar — só falta finalizar o pagamento. Então, é isso que você deve convidar o usuário a fazer, com grandes chances de conversão.

Como unir as estratégias de retargeting e remarketing?

Você não precisa escolher entre uma estratégia ou outra. Retargeting e remarketing são estratégias complementares, que utilizam diferentes abordagens para atingir públicos em diferentes estágios de compra e alcançar diferentes objetivos.

O que vamos sugerir não é uma regra, mas uma orientação para integrar retargeting e remarketing nas suas estratégias de marketing digital.

Utilize em diferentes etapas do funil

Em geral, o retargeting faz mais sentido no topo do funil. Esse tipo de campanha ajuda a nutrir o interesse daquelas pessoas que navegam pelo seu site ainda sem intenção de compra, porque estão conhecendo a sua marca e pesquisando seus produtos.

Os anúncios, então, servem para manter a marca na mente desses usuários. Trata-se de uma repetição da mensagem por meio da publicidade. Mesmo que o usuário não clique no seu anúncio, a marca passou pelos seus olhos e reforçou a lembrança. Quando a pessoa realmente quiser comprar, essa marca tem mais chances de ser lembrada.

Além disso, os anúncios de retargeting dão a impressão às pessoas de que elas estão ouvindo falar bastante sobre a marca. Afinal, ela está lá, sempre presente, enquanto o usuário navega pela web. Então, isso transmite a ideia de que a marca é robusta e confiável.

Já o remarketing faz sentido no fundo do funil. O e-mail marketing aumenta as chances de que a pessoa visualize sua mensagem, já que cai na sua caixa de entrada — diferentemente do retargeting, que pode passar despercebido durante a navegação pela web.

Então, quando um usuário demonstra uma forte intenção de compra (ao adicionar produtos no carrinho ou acessar uma página de produto várias vezes), você deve garantir a conversão. Por isso, o e-mail marketing tende a ser mais eficiente, porque aumenta as chances de que a pessoa realmente visualize e clique no seu e-mail.

Apesar disso, você também pode usar o remarketing ao longo da relação com o consumidor, desde o seu cadastro na lista até a fidelização. Não é somente no fundo do funil que o remarketing funciona, mas é nesse estágio que ele pode ser mais eficaz.

Identifique a hora certa para a abordagem

Remarketing e Retargeting

A velocidade para entrar em contato com usuários que interagiram com a sua marca tende a influenciar diretamente nos resultados. Tanto remarketing quanto retargeting devem saber a hora certa de abordar o cliente.

Muitas vezes, você precisa de agilidade. Dentro das primeiras horas depois da interação no site, você pode abordar o consumidor com um e-mail e aproveitar que a lembrança ainda está fresca. Com um cupom de desconto ou uma oferta especial, é possível trazê-lo de volta.

Mas é importante também avaliar em quais momentos (do dia, da semana, do mês, do ano ou em alguma data específica) o seu consumidor estaria mais disposto a comprar. Uma ideia, por exemplo, é reengajar o usuário em um período promocional, como a Black Friday, quando os consumidores estão mais abertos a ofertas.

Perceba também, de acordo com as características do seu produto, qual é o intervalo ideal para reinserir a marca na mente do consumidor para uma análise mais aprofundada. Se é uma compra complexa, de alto valor, é preciso deixar o consumidor pensar por mais tempo. Já as compras rápidas e impulsivas pedem uma abordagem mais ágil.

De qualquer maneira, pense na melhor abordagem para cada caso. Se você precisa de agilidade na abordagem e mais garantia de conversão, o remarketing tende a ser mais eficaz. Mas, se você está pensando na relação a longo prazo, o retargeting pode ajudar mais.

Cuidado com a insistência

Um dos pontos mais delicados nas campanhas de retargeting e remarketing é a insistência. As pessoas gostam de ser lembradas sobre algum produto ou alguma ação que deixaram para trás. Melhor ainda se essa lembrança vier com algum benefício, desconto ou oferta especial.

Porém, insistir demais para que a pessoa volte para finalizar alguma ação pode ser desagradável. Aceite que algumas pessoas simplesmente não querem voltar para o seu site. Podem perder o interesse, encontrar outra solução, comprar do concorrente ou não estar prontas para comprar. Então, muitas vezes, não adianta insistir.

Isso acaba criando uma má experiência com a sua marca. As pessoas ficam com uma imagem negativa e ainda podem se descadastrar da sua lista de e-mails ou reportar uma reclamação para a plataforma de anúncios. Assim, em vez de gerar conversões, você gera prejuízos.

Então, saiba como usar retargeting e remarketing de forma inteligente. As marcas podem ser relevantes com essas estratégias de reengajamento, quando agem no momento certo, com uma mensagem bem pensada e com a abordagem ideal para cada usuário. Dessa forma, você aumenta as chances de conversão com um público que já tem relação com a sua marca.

Agora, continue lendo as publicações do nosso blog para aprender outras estratégias que trazem resultados para o marketing de varejo!

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